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Como está a visitação às Cataratas do Iguaçu?

A jornalista e viajante Anelise Zanoni visitou Foz do Iguaçu com a família em janeiro e viveu as melhores experiências na cidade. Anelise escreveu uma matéria especial para o Jornal Estadão destacando os principais pontos dessa aventura. Confira:

Créditos fotografia: Anelise Zanoni

São 7h40 da primeira manhã de 2021 e estaciono meu carro no Parque Nacional do Iguaçu, no Paraná. Praticamente todas as vagas estão liberadas e, 20 minutos depois, estou no topo do ônibus de dois andares que leva ao principal ponto das Cataratas do Iguaçu. Passo a passo, vou à plataforma de acesso a um dos lugares mais lindos do mundo. No cenário estamos eu e a imensidão das águas. Por sorte, quando cheguei, havia ainda um lindo arco-íris abraçando a natureza.

Minha visita às cataratas, durante a pandemia, foi poética e intensa. Porém, foi preciso organizar o passeio: dias antes, eu havia encontrado o parque cheio. O aumento no número de visitantes no parque é compreensível. Considerada um dos principais destinos turísticos do Brasil, Foz do Iguaçu retoma aos poucos as atividades de turismo. Por conta disso, os viajantes estão redescobrindo o destino na pandemia, o que é positivo para a retomada, mas exige paciência e organização, tanto dos empreendimentos quanto dos visitantes.

Créditos fotografia: Anelise Zanoni

Boa parte dos atrativos da cidade – além do Parque Nacional – tem atividades ao ar livre e mantém protocolos padrão de segurança. É preciso passar por aferição de temperatura corporal, e por tapetes sanitizantes e usar máscara. Totens e recipientes de álcool em gel aparecem em trilhas, restaurantes e banheiros.

“No final de agosto começamos a veicular a campanha Vem pra Foz, para incentivar o turismo regional, num raio de até 600 quilômetros. Desde então, deu-se início a uma retomada do turismo na cidade. Mesmo com a retomada, o movimento ainda está aquém do esperado”, explica Felipe Gonzalez, presidente do Visit Iguassu. Para atender à demanda, mas evitar aglomerações, a maioria das atrações exige compra de ingressos online e agendamento de horários.

Jornal Estadão

Novo cenário na pandemia – De acordo com o Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares (Sindhotéis), a rede hoteleira tem cerca de 180 estabelecimentos, que oferecem 30 mil leitos. Alguns, no entanto, não suportaram a pandemia e fecharam as portas. Para a hotelaria, é um desafio lidar com ocupação abaixo do normal. Para os turistas, é um luxo tomar café da manhã com menos gente e não ter que disputar espaços na piscina.

Outra mudança para o viajante está o fechamento da fronteira com a Argentina. A barreira significa que não é mais possível fazer roteiros no país vizinho e ter a visão das cataratas do lado de lá da fronteira – nem visitar os free shops de Puerto Iguazú. Aqueles com desejo de compras podem encarar a ida até o Paraguai, que é indicada apenas a pé ou com agências privadas. Está prevista para Foz a abertura de lojas Duty Free; ainda sem data definida.

 

“A Argentina é o país que mais envia visitantes para nossa cidade, ficando atrás apenas do Brasil, ou seja, o impacto do fechamento da fronteira é imensurável tanto para Foz do Iguaçu quanto para Puerto Iguazú, que é a cidade vizinha argentina”, lamenta Gonzales.

Nesse período de adaptações, Foz do Iguaçu se prepara para novidades. A segunda ponte com o Paraguai está em obras e deve ampliar o desenvolvimento do destino nos próximos anos. No centro da cidade, está prevista a abertura de uma loja Duty Free Americas, que promete trazer bons descontos. Na Rodovia das Cataratas, o Movie Cars será um parque temático focado em veículos usados em filmes.

Como é a visita ao parque?

Reaberto desde 4 de agosto, o Parque Nacional do Iguaçu exige agendamento de dia e horário. Com o ingresso digital, o turista embarca em um ônibus que sai da área de visitantes e vai até as trilhas.

Prefira o primeiro ou o último horário: tem menos gente e dá aquela sensação de parque exclusivo. Em nossa primeira vez no parque, fizemos a visita às 10h30 e não foi uma boa escolha: embora os ingressos sejam agendados, as pessoas ficam bastante tempo no parque, o que aumenta as chances de encontrar aglomeração nas principais áreas.

De acordo com a administração do Parque Nacional do Iguaçu, são liberadas 525 entradas por hora. Por isso, no meio da manhã, havia fila para entrar na plataforma que leva às cataratas. Havia também controle sobre o número de pessoas que circulavam por lá (para garantir o distanciamento) e era grande o movimento no elevador, o que deixou o passeio mais moroso.

Crédito fotografia: Bruno Bimbato

Tivemos uma experiência totalmente diferente e mais positiva quando voltamos ao parque no horário das 8h10 (o primeiro a ser oferecido no site). Muito organizado para fazer o embarque dos visitantes, o parque costuma liberar o ônibus para as áreas internas até 10 minutos antes. Por isso, na nossa segunda visita, fomos às cataratas de forma supertranquila e com pouquíssimos visitantes.

Quem opta pela trilha percorre um caminho de cerca de 1,5 quilômetro. O trajeto é pavimentado e tem vários pontos para contemplação, o que permite conhecer as cataratas de diferentes ângulos. Muitos quatis podem surgir pelo caminho, o que torna a atração ainda mais especial.

Créditos fotografia: Anelise Zanoni

Entre os protocolos adotados, há barreiras para medir temperatura no Centro de Visitantes e pontos com álcool em gel em várias áreas. O circuito turístico é sanitizado e os ônibus que fazem o percurso até as cataratas passam por procedimentos de limpeza a cada viagem.

Quem se hospeda no Belmond Hotel Cataratas, localizado dentro do Parque Nacional do Iguaçu, pode aproveitar atividades exclusivas nos horários em que o parque está fechado ao público. A propriedade de estilo colonial português tem passeio durante a lua cheia e trilhas matutinas com guia. Um dos programas é a First Light Experience, uma visita guiada durante as primeiras horas do dia. Os hóspedes percorrem a trilha com binóculos. Nos quatro dias do ciclo de lua cheia, os hóspedes podem fazer um passeio para observação do fenômeno do arco-íris lunar, que é refletido no spray da queda d’água. As diárias no Belmond Hotel Cataratas custam a partir de R$ 1,8 mil.

Ingresso online com agendamento obrigatório: R$ 50 (adulto); para crianças de 2 a 11 anos e idosos (a partir de 60 anos), R$ 14. Há preço especial para visitantes do Mercosul e moradores da região. De terça a domingo, das 9 às 16 horas. Site: cataratasdoiguacu.com.br.

Natureza presente em outras atrações de Foz

Agende os passeios sempre que possível e prefira os primeiros e últimos horários.

Marco das 3 Fronteiras

Embora a fronteira argentina esteja fechada para os brasileiros, é possível espiar nossos vizinhos no Marco das 3 Fronteiras. A atração simboliza o encontro entre Brasil, Argentina e Paraguai e está localizada entre os rios Paraná e Iguaçu. Logo na entrada, uma grande construção relembra as missões jesuíticas na região. Um dos lugares mais disputados pelos turistas é a placa que indica o nome dos três países fronteiriços – dependendo do horário, tem até fila para foto. Abre diariamente, das 15h às 21h, e tem capacidade de atender 1,5 mil pessoas simultaneamente. Todos os dias, a partir das 18h30 há apresentações culturais ao ar livre. Pontos demarcados no chão garantem o distanciamento. Ingressos: R$ 35 (adulto) e R$ 18,50 (idosos e crianças de 6 a 11 anos); até 5 anos, grátis; não é preciso agendar horário.

Créditos fotografia: Anelise Zanoni

Itaipu Binacional

Os atrativos do Complexo Turístico Itaipu, na margem brasileira, estão abertos para os turistas e podem ser uma grande descoberta para quem os visita pela primeira vez. Há três passeios: visita panorâmica, Refúgio Biológico e Ecomuseu . Para o Refúgio Biológico, o trajeto é feito em um veículo aberto. De acordo com nossa guia, todos os passeios têm capacidade limitada a até 22 pessoas, o que indica que em qualquer horário você não sofrerá com aglomerações (na nossa visita havia 17 passageiros). O agendamento é obrigatório. O Refúgio abriga animais que geralmente viveram maus tratos. No início da visita, recebemos explicações sobre a fauna e a flora local e fomos incentivados a plantar algumas sementes. Depois, percorremos cerca de 2 km a pé por uma trilha na mata. O passeio dura 2h15 e, ao longo do caminho, conhecemos jaguatiricas, corujas, furão, lontras e até uma dupla de panteras negras. Os ingressos para adultos custam R$ 42 (visita panorâmica), R$ 30 (Refúgio Biológico) e R$ 18 (Ecomuseu). Há meia-entrada para idosos, estudantes e crianças de 6 a 11 anos; grátis até 5 anos. A partir das 8h30.

Crédito fotografia: Itaipu Binacional

Parque da Aves

Nos 16 hectares de Mata Atlântica do Parque das Aves, os visitantes fazem uma imersão no mundo das aves – são 1.300 animais de 130 espécies – e ficam pertinho dos poleiros. A grande área abriga 104 pássaros, com diferentes espécies de araras, cujo viveiro foi reformulado. Máscara é obrigatória o tempo todo – os fiscais ficam atentos a turistas que tentam tirá-la “rapidinho, só para a foto”. Mais da metade dos animais foi resgatada de apreensões. Há barreira sanitária na entrada, com tapete sanitizante e estações de álcool em gel. Ingressos: R$ 60 (adulto); crianças de até 8 anos não pagam. A partir das 9h.

Crédito fotografia: Parque das Aves

Templo Budista Chen Tien

É um importante ponto de contemplação em Foz, com amplo espaço ao ar livre. Do alto de uma montanha, é possível avistar a cidade. Construído nos anos 1990, o templo expõe peças que ajudam a explicar a cultura budista. Entre elas estão o Buda Maitreya, conhecido como Buda sorridente, e o Buda Sakyamuni, deitado sobre um dos lados em estado profundo de meditação. Chamam a atenção também as mais de 100 imagens que formam uma linda composição nos jardins.

Na entrada há álcool em gel à disposição e um aviso sobre uso obrigatório de máscara. Aceita doações, mas não cobra ingresso. De segunda a sábado, das 9h30 às 16 horas – não é necessário agendamento. Tel: (45) 3524-5566.

Dreamland Foz do Iguaçu

A rede de parques tem diferentes combos de ingressos para atrações como Dreamland Museu de Cera, Maravilhas do Mundo e Vale dos Dinossauros. As entradas podem ser adquiridas pelo site e custam a partir de R$ 75.

Crédito fotografia: Dreamland

Parque Aquático Aquamania

Com o calor que faz na cidade de Foz do Iguaçu, passar o dia em um parque aquático pode ser uma alternativa para a diversão da família. Localizado ao lado do Vivaz Cataratas Hotel Resort, o Aquamania tem piscinas de diferentes tamanhos, tobogãs e área infantil molhada. Para quem compra ingressos online, há um pequeno desconto, mas geralmente precisa enfrentar fila na hora de entrar no parque, pois é preciso conferir o cadastro e receber pulseirinhas de acesso à atração. Cada família ou grupo recebe um cartão para usar até R$ 200 em consumo – que é pago no final do passeio.

Crédito fotografia: Aquamania

Embora exija o uso de álcool em gel logo na porta do parque, o uso da máscara dentro do parque não é comum. Para circular nas instalações e permanecer nas mesas e cadeiras, os visitantes geralmente deixam as máscaras de lado (há avisos informando sobre a obrigatoriedade da máscara na área da praça de alimentação). Os funcionários do parque, entretanto, estão sempre de máscara. A área para crianças pequenas costuma ser a mais disputada. Há escorregador, tobogã e jatos de água.

Na entrada mede-se a temperatura dos visitantes e é exigido uso de álcool em gel. Ingressos podem ser adquiridos online ou na hora. Quem opta pela compra virtual tem um pequeno desconto. A entrada para adulto custa a partir de R$ 80 (R$ 110 nos finais de semana). Criança de até 6 anos ou 1,20m não paga. Há tabela especial com descontos para moradores da região.

Blue Park

O parque conta com uma praia termal com nove tipos de ondas, tirolesa e praça de alimentação. A compra de ingressos deve ser feita pelo site e o visitante escolhe uma data específica para ir ao parque. As pulseiras para entrada ficam disponíveis nos guichês das bilheterias.

Crédito fotografia: Blue Park

Antes de ir

– Como está a visitação aos países vizinhos?

Com a pandemia, o acesso às fronteiras está limitado, e os brasileiros podem apenas atravessar rumo ao Paraguai. Não há previsão de abertura da fronteira Argentina.

– O que colocar na mala?

Foz do Iguaçu é um destino para curtir a natureza e tem temperaturas geralmente altas. É essencial levar protetor solar, repelente, boné ou chapéu, garrafinha para abastecer de água, roupa de banho, tênis e chinelo.

– Há estacionamento nas atrações?

Quem vai de carro ou aluga um veículo precisa se preparar para gastar com estacionamento. Em quase todos os parques há vagas – os valores variam de R$ 15 a R$ 25. Quando os estacionamentos oficiais estão cheios, há vagas privativas em lugares próximos do Parque Nacional do Iguaçu e do Parque das Aves.

Central de Atendimento ao Visitante: +55 (45) 9137-3444 (wa.me/554591373444).

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